Indecisão

COLOMBINA , sorrindo e tomando ambos pela mão:
[...]
Pudesse eu repartir-me e encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo e a Pierrot a minh’alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrot tristonho, pois um dá-me o prazer, o outro dá-me o sonho! Nessa duplicidade o amor todo se encerra: um me fala do céu... outro fala da terra! Eu amo, porque amar é variar, e em verdade toda a razão do amor está na variedade... Penso que morreria o desejo da gente, se Arlequim e Pierrot fossem um ser somente, porque a história do amor pode escrever-se assim:
PIERROT
Um sonho de Pierrot...
ARLEQUIM
E um beijo de Arlequim!
No fundo em quase tudo da minha vida eu tenho uma indecisão igual a da Colombina!
postado por Evelyn Gomes às 6:55 PM

1 Comente:
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Gustavo disse...
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Legal o texto.
Me lembrou o tempo de clowns.
Eu fui uma vez numa festa de música eletrônica e haviam dois clowns, um Arlequim e um Pierrot.
A galera estava doidona e nem notava, mas quem observava de fora via como era interessante a apresentação dos dois tentando se reencontrar, no meio de todo o caos.
- 10:18 PM
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